No dia 26 de maio de 2005, iniciou-se a luta do Sindicato dos Agentes Municipais de Trânsito da Região do Cariri, com o propósito de ser uma ferramenta de luta em defesa dessa categoria. A primeira reunião, para discutir a formação desse sindicato exclusivo realizou-se em uma das salas do colégio de Ensino Fundamental Manoel de Castro, bairro Tiradentes, Juazeiro do Norte, estado do Ceará. A ideia de formar um sindicato de caráter único de uma só categoria se deu pela necessidade de ter uma entidade que entendesse todas as dificuldades que o agente de trânsito passa no dia a dia de sua atividade laboral.  Estiveram presentes nessa primeira reunião  de preparação para a formação do sindicato, o Cícero Edson Silva  de Barbalha, além do Cícero Romão dos Santos do município de Crato.  Após essa primeira  reunião de preparação, depois de uma ampla divulgação, principalmente em Juazeiro do Norte,  outros abnegados companheiros começaram  acreditar no sonho de formarem um sindicato especifico da categoria.

Nessa mesma reunião, foi escolhido o nome do companheiro Valdir Barbosa de Medeiros para ser o Presidente da Comissão Organizadora. Deve-se ressaltar que, nessa reunião de formação, foram discutidos vários temas de interesse da categoria, tais como: PCCR – Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração, campanhas educativas, Gratificações em lei e arrecadação de donativos para as crianças carentes do cariri. Observou-se, de imediato, a preocupação dos agentes de trânsito em proporcionarem um apoio maior para a própria categoria, além de quererem prestar um serviço para a sociedade caririense.

O inicio do sindicato não foi fácil.  Ocorreram diversas dificuldades financeiras, no que se refere, sobretudo, à parte burocrática de formação desse sindicato. Além das adversidades para arrecadarem dinheiro e efetuarem os pagamentos dos custos de documentos. Visto que existia um sentimento de desconfiança por parte de alguns. Algo até aceitável, pois,  alguns companheiros  não estavam ainda devidamente conscientizados sobre o verdadeiro papel do sindicato.

Em dia 20 de agosto de 2005, aprovou-se o estatuto da entidade. Ato seguinte ocorreu à apresentação da primeira chapa do Sindicato dos Agentes Municipais de Trânsito da Região do Cariri. Logo depois, em 23 de setembro do mesmo ano, aconteceu a eleição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da entidade. E, em 1º de outubro de 2005, empossou-se a primeira Diretoria Executiva Colegiada, encabeçando-a como Presidente o Sr. Valdir Barbosa de Medeiros.

Em 22 de abril do ano de 2008, foi publicado no Diário Oficial da União, Seção I, Pag. 131, o Registro Sindical ou Carta Sindical, assinado pelo Ministro de estado da época o Sr. Carlos Lupi. Naquela data, o então Sindicato dos Agentes Municipais de Trânsito da Região do Cariri tornou-se o segundo sindicato especifico no Brasil e o primeiro da Região Nordeste a conseguir o reconhecimento sindical junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Em 11 de julho de 2014, surge o SIATRANS – Sindicato dos Agentes Municipais de Trânsito e Transportes no Estado do Ceará. O sindicato, até então regional, se propõem a voar outros vôos. Isso se fez efetivar devido ao clamor da categoria em expandir o sindicato para o restante do Ceará.  Assim, a entidade deu inicio a uma luta maior, ampliando, assim, a sua área territorial, na qual se incorporou todos os municípios no estado do Ceará.  Pode-se afirmar que, desde a sua formação até os dias de hoje, o sindicato regional e agora estadual, vem, a cada dia, sendo um verdadeiro instrumento de luta, com autonomia e independência de classe, no sentido de corresponder os anseios da categoria.

Desta forma, o Sindicato dos Agentes Municipais de Trânsito da Região do Cariri, hoje denominado SIATRANS – Sindicato dos Agentes Municipais de Trânsito e Transportes no Estado do Ceará nasceu com o objetivo principal de ser instrumento político, além de sempre se especializar em unidade com as demais categorias de trabalhadores, consonante com o puro e restrito interesse coletivo de uma categoria. Sabe-se que as lutas travadas, vitoriosas ou não, consolidam-se pelo nível de conscientização política da categoria. E, não existe, pois, sindicato forte sem a total unidade dos seus sindicalizados. Afinal, um sindicato, com sua base participativa e politizada, faz o maior diferencial, no momento de confronto para lutar pelos direitos e garantir as conquistas da classe trabalhadora.